Em Casa Amarela, Zona Norte do recife, quando chove, as barreiras despencam como um bolo fofo nos morros, nas ruas, alagam as vias. O que mais se vê são carros e carros enguiçados: chevetes, fuscas... Quem vem de Casa Forte ou dos Aflitos, porém, pouco se preucupam. Os carros deles dividem-se em duas categorias: Aqueles que você queria ter e aqueles que você nem sabia que existia. Hoje é um dia qualquer de junho. Muitas dessas notícias já não são novidades na primeira edição do Jornal do Commércio. E dentro desse ônibus lotado, já não deixam ninguém admirado. Quase niguém lê jornal aqui dentro. Expremido no banco de trás, ao menos sentado, observo.
De Nova Descoberta a uma nova descoberta. Primeiro dia num emprego de telefonista. Mesmo tendo me formado em pedagogia, essa foi a melhor proposta que eu consegui encontrar depois de quatro anos de universidade. As águas passam no asfalto e na vida. No relógio são ainda seis e meia da manhã. Não tenho muitas horas para viver no dia. Talvez essa hora e meia que eu estou aqui seja a parte mais interessante no meu dia de trabalho. Tanto feto, tanta fé, tanta gente feia e bonita. Na agamenon os trobadinhas se jogam no canal enquanto os ônibus parem uma mutidão de crianças envelhecidas sem licença para viver.
terça-feira, 17 de junho de 2008
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