segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Cardisoma Guanhumi
Pés na lama e uma espessa chuva pesava em minha cabeça. Os pontos cardeais contidos no horizonte sombrio do horizonte não eram mais um ambiente tão vazio. As tardias visões que o ser "eu" costumava presenciar eram tão reais ali. Só conseguia sentir o dedo dos céus massagiando brutalmente o meu coro cabeludo, enquanto meus pés comiam lama. E minhas mãos comiam lama. Massagiando brutalmente o chão em recompensa. Enquanto sentia a lama escorrer pelos dedos, a brutal chuva lambia minhas costas com sua língua àspera, e sua respiração ofegante. Ou seria a minha? Um parto enfim acontece. A chuva cessa seu grito. Ou será o meu? A lama é o priquito do céu.
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